quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Reencontro II

Ps:  ( Leia o texto anterior, para bom entendimento)

Eu  lembro de você de algum lugar... 
Depois de ter lido aquele pequeno texto , sorri espontaneamente, devia ser minha defesa, ou sinal da certa timidez, tentei controlar tudo o que havia surgido, era inesperado e ansioso demais ..
Então ele torna a estender a mão para um novo texto digitar .. 
Já sei ! Foi no Abril do ano passado ... 
Então percebi que o meu ônibus se aproximava,  e com todo '' Sem jeito'', tentei avisá-lo :
-Eu tenho que ir, meu ônibus chegou. 
 Deixei-o com um texto digitado pela metade e com um sorriso no rosto, acenando pelo vidro do coletivo, com imagens borradas, recordando daquele rosto, surgindo vagamente em meus pensamentos.
                 
Alguns dias depois, conversando com uma amiga 
            .......
 - Day, você lembra de algum rapaz que estava na parada de ônibus, e que  digitava um sms pra você ler ? 
Como num flash, lembrei daquele rapaz, dias atrás tentando uma comunicação por meio de uma lembrança que não havia me recordado antes, tirava-me sorrisos e sorria ao me ver desconcertada. 
Então respondi : 
-Acho que sim, mas como você sabe disso ? 
 - Bom, ele é um amigo meu, e eu o apresentei no ano passado, acho que você deve lembrar dele, ele contou que estudou aqui, e bom .. Ele perguntou se você pode dar o seu número à ele, e ele está pra me deixar louca com esse assunto .. 
 ( Algumas coisas indiscretas faladas por ela, não devem ser prescritas, pois deixei no ar à este rapaz, descobrir o que ela havia me dito, rsrs ) 
- Não sei, eu o reconheci mas ainda é muito cedo para dar algo tão pessoal ..
- Tudo bem. Acho que ele vai te procurar na sua rede social, não se assuste
- Rsrs, tudo bem, engraçado, como isso foi acontecer, amigos em comuns, e longe pensei que o perderia de vista, rsrs. 
- Amigaa, acontecee ... 
- Percebii . ( risos )

                               E não é que ele me encontrou ? 
Em meio a uma rede social, com uma conversa tímida e muito agradável, me fazendo recordar do primeiro encontro que tivemos no ano em que  havia se passado, exatamente quando eu ainda cursava o 2° ano do colegial, e aquela visita feita a retorno de velhas lembranças do seu ensino médio o fez conhecer alguém, que o marcou apenas com algumas horas curtas de conversa ... 

E sem entender, e sem tentar entender, eu fui admirando pelas frases ditas em conversas digitadas, pelas lembranças que ele trazia, pelos seus sonhos, e sua história, e pelos sorrisos que ele dava, em cada frase tímida, que revelava seu total sentimento ... 

Alguém que por ironia da vida, retornou não apenas com algumas horas de conversa, e sim por dias, meses, anos, décadas, e quem não dizer séculos, se a vida nos conceder .. 

É comum : A calma, o gosto por livros, lugares, músicas, a paixão pela noite e pela chuva. E algo encantador que faz fechar os olhos e sorrir : A voz quando canta ...

A amizade que há entre nós dois foi algo como um flash, encantei-me, ele é alguém que traz simplicidade, amor, alegria, sonhos, esperanças, e uma paz que encontro só na voz.    
 Nas conversas por meios de textos, ou por meio da voz, ou na lembrança dos sorrisos que vi, pelo reencontro, a única vez que nos vimos . 

Só o consigo ver sorrindo, em todas as manhãs há sempre um surgindo em cada sms dado e recebido, em cada conversa fora de hora e com promessas do tipo : Só até às 23:15 , nós precisamos dormir. ( Linguagem que com certeza ele irá entender muito bem ;D )

- Você me faaaz , você me faaz tão beeem ♫        Meu caro amigo Janio Oliveira .

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O reencontro I

Ele sorria, era bem familiar,  estava acompanhado de um senhor que de acordo com aquela conversa e sorrisos instantâneos, aparentava ser seu pai. Era admirável os jeitos, a troca de sorrisos, uma conversa boa e bem simples havia entre os dois, traduzia tanto amor fraternal. Fiquei ali, tentando não demonstrar o quanto me interessava naquele momento, estava em meio há tantas pessoas, e ao mesmo tempo na espera de um ônibus, para voltar pra casa.
Em alguns instantes, reparei que aquele rapaz estava a me fitar, indiscretamente, sem jeito, vi que ainda havia um espaço no banco de espera, e sentei-me , olhava de um lado para disfarçar meu desconforto, tão tímida que olhava para o chão, perguntando-me : Por que ele me olha tanto ? Por que sorri como se me conhecesse ?
Tantas perguntas me vieram à mente, eu não recordava de nenhum momento em que havia encontrado aquele rapaz, mas isso não o fazia parar, logo, não consegui segurar meu ar de sorrisos tímidos, talvez deveria ser essa a intenção de tantos olhares que  me dava com um belo sorriso em cada um que lançava, então ele sentou-se ao meu lado, retirando do seu bolso um celular, do qual já começava a digitar algo, e eu ainda insistindo com meus disfarces, olhando ao longe de tudo.
Então ele ofereceu o celular, para que pudesse ler o que  talvez havia escrito .. 

E ali me fez sorrir outra vez, sem saber ao certo o que fazer, joguei palavras curtas e tímidas: 
- Agora me lembro ..

domingo, 15 de janeiro de 2012

 Havia palavras vazias, uma sala com ruídos de chuva, uma música que dizia : Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar ... ♫ 
Só que era tudo algo longe, longe do que ela percebia. Porque ela focava o sonho, o sonho que produzia todas as noites, com pequenos trechos vividos e montados, cortando algumas cenas que deviam ser descartadas. O sonho incansável de sonhar , o sonho criado pra sua realidade, mas apenas criado. 
Lembranças de sentimentos, um casal, chuva, lágrimas, sorrisos e um adeus dito engasgado a fez acordar, e fez a continuar a dizer : Era apenas um sonho 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


Saudade vem e com ela : 
as lembranças,  as lágrimas,  a raiva, o arrependimento, e surgindo sem coragem alguma um sorriso 
dizendo : 
Estou bem :)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Caminhava enquanto comia  um pedaço de chocolate e pensava o quão era doce ao derretê-lo na boca com sua própria saliva, ela pensava que já fora assim, mas alguns acasos da vida, a transformaram como o fel, de tão amargo.
É que alguns dias, ela havia mudado, mudado a  rotina, as músicas que ouvia, a decoração do apartamento, mudou até o número de contato.  
Outro perfil no mesmo corpo e na mesma identidade, mas ainda era o mesmo coração, este não oscilava pra doce ou amargo ainda era instável, tentava enganar estranhos e surpreender conhecidos, por meio do tom da voz, do salto que havia em seus pés, até da cor do cabelo. Apenas uma máscara que havia se encaixado perfeitamente, por enquanto. 
Porque suas forças e seus jogos davam certo enquanto não ouvia aquela voz, aquele olhar e aquelas frases curtas em um diálogo de indiretas. Seu ponto fraco, era aquele projeto de lembranças conturbadas, de sorrisos marcantes. O seu chão era apenas sua farsa mas quando voltava a flutuar, era seu desespero de emoções que surgiam em meio ao seu coração que dizia se calar.